domingo, 16 de setembro de 2007

Até outro

Um simples adeus da minha parte.

domingo, 9 de setembro de 2007

Genuino Madruga - Volta ao Mundo em Solitário



Partiu dos Açores, ilha do Pico, porto das Lajes (era para sair do porto de S. João, sua terra natal, mas as condições atmosféricas não o possibilitaram). Chegou ao Mindelo, capital de S. Vicente, Cabo Verde.
Pode acessar-se informação através de www.genuinomadruga.com.
Que tudo corra bem campeão!!!

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Fora de CIrculação

Pede-se encarecida e empenhadamente que não divulguem este texto nem dele façam uso , qualquer uso, seja que uso for.

Envolve pessoas sérias, gente honesta e laboriosa. gente que se rege, não por princípios régios mas por práticas reais. Por isso e por isso apenas, se pede que o não divulguem, a não ser junto de alguns amigos e amigos destes amigos e, estes, junto dos seus amigos. Não mais que isso.

Conta-se em breves palavras.
Os sete da vida airada, descalçaram os sapatos, despiram os casacos, exibiram a perninha branca, tímida de tanto estar escondida e passaram ao pavoneio.
Foram todos até Lisboa, num a furgoneta de um fotógrafo prestigiado, campeão de damas a solo, ilegal (não passou na inspecção, a furgoneta).
Escaparam numa operação stop. O fotógrafo de máquina topo de gama, ao avistar a polícia acelerou a fundo. A fuligem preta, intensa e abundante, não permitia ver a carripana, topo de gama ligou o GPS e vai disto. Só pararam no Campo das Cebolas e foram tomar duche aos balneários públicos do Martim Moniz, no meio de travestis e transexuais que regressavam da noite.
Houve quem os visse no Nicola, de óculos escuros comprados a um cigano que fugia da polícia , olhando e remirando todo o café. Curiosos. Ao fundo do café, viram uma estátua, um deles (qual nazareno), gritou:
- Olhem! uma estátua do Napoleão!
-Do Napoleão? observou outro.
- Não é nada, é do Nabeiro, do homem do café quando contrabandeava na raia , entre Espanha e Campo Maior. Comentou com ar entendido, o filósofo da cereja.
Não, não insistam, não refiro nomes.
De repente, convicto, um Ribeiragrandense do Fundão (lá estão vocês a insistir para que diga nomes), olhou à volta como quem consulta um simposium e disse:
-Ide-vos quilhar, então não é óbvio que nos encontramos numa sucursal dos Jerónimos! É a descentralização cultural, cultura assim sim.
Um dos vida airada, com ar desvairado e impaciente, no seu tom vernáculo desligou a aparelhagem com cabos de fibra óptica protegidos a papel de celofane e bicarbonato de sódio por causa dos soluços musicais e atirou:
- Se fossem para o Miguel Bombarda mais os vossos conhecimentos. Meus amigos, estamos perante uma peça única de Sisa Vieira, um famoso escultor dos meus tempos do propedêutico.
Após ouvir tantos dislates, com a sua lata habitual, o único gajo que vai debitando umas coisitas no blogue, de joelhos à mostra, ocúlos para o tecto da cabeça e com o seu ar humilde e sapiente avançou:
- Meus caros, nem Sisa, nem Napoleão, nem sucursal, nem Nabeiro. É Paulo Bento com laca no cabelo e disfarçado de Conde das Caldas, reparem na frase, ali.
Ah!!!Ah!!! (de admiração). sim senhor, sim senhor, é isso mesmo, é ele.
O rouxinol faduncho que nunca aparece, pé ante pé, subiu para cima de uma mesa e, para que todos o ouvissem bem, sentenciador, mãos nos sovacos por causa do odor corporal opinou adjectivando:
- Sois uma cambada de ignorantes. Nenhum de vós sabe de que figura se trata, pois eu digo-vos quem é.
Trata-se de Artur Albarran a efectuar uma reportagem em Lisboa a partir do Iraque, o autor até mereceu prémio.
Palmas, palmas e mais palmas.
Sentaram-se e pediram café.
O empregado trouxe-lhes os cafés com ar simpático e tolerante, de quem está habituado a clientes cultos.
-Os senhores talvez não saibam, mas estão sentados na mesa onde Bocage, aquele, o da estátua, escreveu muitos dos seus poemas.
Estes bloguistas!

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

BLOGFÉRIAS - Época de reflexão solar

O mar é imenso, o tempo é escasso, a pachorra esgota-se e a espreguiçadeira gasta-se. É a vida.
Não há bem que sempre dure... (nem mal que se não acabe).
O trabalhinho está já a morder os calcanhares. É a vida.

sábado, 11 de agosto de 2007

AÇORES - Férias em S. Miguel

A maior ilha, muitas lagoas nos locais mais recônditos e belos. Belas praias e espaços balneares lindos. Como este.
Ilhéu de Vila Franca do Campo, a primeira capital de S. Miguel, no centro Sul da ilha. Sol, água de agradável temperatura e límpida.
Um passeio de barco para o ilhéu e de regresso. Pelo meio, um dia bem banhado.
Mas há mais, diferentes e igualmente apelativos.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

ATUM - Assim sim, bom e fresco

Acabadinho de ser pescado na arte de "Salto e vara". Mestre Nica (José Teixeira), florentino e bom pescador, mostra orgulho pela pescaria. Pescado por ali perto, o Atum ( no caso, Albacora ou Galha-a-ré - Thunnus albacares e algum Bonito ou Gaiado - Katsuwonus pelamis) segue para a lota onde é pesado e, de seguida, vai para o túnel de congelação, daí para as câmaras de frio e depois para as fábricas de transformação em conserva. Bom Petisco, Santa Catarina e Corretora são marcas, excelentes marcas de Atum dos mares dos Açores.


Fresco, em posta untado com uma mistura de sal, azeite, salsa e paprika ou massa malagueta (esta, mais usada nos Açores), grelhado é um verdadeiro pitéu.

Postal dos Açores - Verão 2007

Aqui ilha das Flores, onde se situa o ponto mais ocidental da Europa, o ilhéu de Monchique.
Sob as nuvens, do lado esquerdo, ao fundo e encoberta, fica o Corvo, a mais pequena ilha dos Açores e o concelho de Portugal com menor número de habitantes; cerca de 400.


Açores - Ribeira Grande - 500 Anos



E foi mesmo uma festa, uma grande e bonita festa!


Ribeira Grande é, actualmente e desde 29 de Junho de 1981, cidade. Cidade do Norte da ilha de S. Miguel, a principal das 9 que formam o Arquipélago dos Açores.
A 4 de Agosto de 1507, por carta Foral de D. Manuel I, é elevada à categoria de vila.
De 28 de Julho a 4 de Agosto foi a festa. A primeira festa a sério divulgando a efeméride.
De 1576 (pimeiro registo) até 2001 (registo mais recente) a população do concelho passou de 3.534 para 28.476 habitantes que é actualmente constituído por 14 freguesias.
A festa anual do concelho da Ribeira Grande é a 29 de Junho (feriado municipal) durante esse dia decorrem as "Cavalhadas" de S. Pedro.
Mas voltemos à Festa do Foral. Vestidos, palamentados e decorados, os cidadãos, os espaços e muitas casas, deram ao centro da cidade, um aspecto diferente que nos fez recuar no tempo, de uma forma viva, simpática, cultural com muita, muita participação e excelente ambiente.
Vale e pena reflectir sobre estes exemplos. A cultura também passa por estes eventos. Eles fazem despertar para coisas e vivências que têm a ver com a identidade, o saber quem fomos para melhor podermos saber o que queremos ser.
Complementarmente, alguns cidadãos não se limitaram a visitar a festa, a assistir ao julgamento teatralizado de um casal que tinha dado utilidade às "partes fodengas" antes do casamento e, após este ficarem impedidos de "fornicar" durante 40 dias e 40 noites ou ainda, aos cantares e músicas medievais de um agrupamento italiano, de Asti. Não senhor.
Caminharam até S. Brás, abancaram no "Cantinho do Cais" do amigo Jorge, despacharam a sopa de peixe, mamaram o polvo com batata em molho de vinho de cheiro e arrumaram a coisa com uma soberba caldeirada de peixe fresco e pão torrado ensopado no molho. O tinto bebido comedidamente que a carta faz falta e nada justifica estragar-se tão lauta e saboreada degustação. Mas não ficaram por aqui.
Rumaram à Ribeira Grande e, depois da festa, até casa de DOC. A sua filhota Inês, fez a profissão de fé. Voltaram a abancar e banquetearam-se com umas guloseimas caseiras, um copo de água para disfarçar e um Porto. A noite estava agradável e o serão terminou em paz e de barriga bem cheia. Alarves!
Parabéns Ribeira Grande, pelo foral, pelos 500 anos, pela festa, por tudo!

terça-feira, 31 de julho de 2007

Aveiro - A Ria, barcos Moliceiros - Ovos Moles

Na vida, tudo é importante. Até os ovos moles. Em barrica, fora de barrica, na barriga e no sabor. E que sabor! Quem os prova, quer mais, quem quer mais é porque já os provou.
Há que ir até Aveiro, ver a Ria, nela passear num barco moliceiro e registar as interessantes frases e figuras que cada um ostenta.
Depois, bem depois, é entrar numa das muitas casas que os produzem e saborear os ovos moles. Bem, depois, depois digam se não vale a pena. Ainda que o colesterol o desaconselhe, vale a pena o pecado.


segunda-feira, 30 de julho de 2007

Fora de Circulação

Por favor, este texto é pessoal e intransmissível. Não o divulguem. a sua divulgação pode prejudicar os citados. Citem-nos mas não os divulguem.
FÉRIAS - Notícias, para que vos quero?
Pois, é isso mesmo. Notícias para que vos quero!

Parece que, chegado o mês de Julho (a partir de meados) e até finais de Agosto, tudo pára. No que ao trabalho diz respeito, claro, porque quanto a férias, é uma trabalheira tal que, quem as tá gozando deseja que se prolooooguemmmm!
Então vai daí, espreitando-se a vida de cada um através do potente telescópio de de luisette (não há que enganar, com dois tesinhos), eis o que se vê:

Comecemos precisamente por de luisette (com dois tês). Está de dieta, eu confirmo-o.
Tendo decorrido em S. Miguel o 7º Festival Gastronómico, que incluiu Trás-os-Montes (2), Leiria, Alentejo e Galiza, tudo à base de verduras de porco, tomates de vaca, pepinos de ovelha, coentros de pezinhos, chouriços multi-vegetais, alheiras de caça de ervas secas, de luisette (os tês, são dois) esteve lá todos os dias. Comeu de tudo, com molhos de soja e aloé (de oliveiras transmontanas, dos desertos da Serra da Estrela e dos prados da Bairrada). 100% ecológico. de luisette (com dois, dois tesinhos, não custa nada) está um palito!
Foi violento. São os sacrifícios da linha ou a linha dos sacrifícios, mas suponho (o suponho é modestosinho, eu sou assim...) que de luisette (os tês são dois), estaria disposto a continuar, como o comprovam as compras que fez de diversas verduras para congelar. Assim, sim.

punta fina, solidário, sempre solidário (modéstia à parte, sou mesmo assim...a sério!) acompanhou de luisete (está mal escrito, é com dois tês, percebem porque é que convém estar constantemente a lembrar que é com dois tês?), também emagreceu!
Está mais elegante!
Mas punta fina (infeliz o nome) é mais recatado, modesto e contido e isso nota-se por fora e punta fina sente por dentro. punta fina é assim. Tirou fotos a penicos em plena degustação de fezes (palavra derivada de fé, mas admite-se que existam outras derivações, somos abertos!). Tratava-se de um portista. No penico não restou nada.

Tivemos notícias de que DOC iria iniciar as lides bloguistas (e confirmámo-lo pelo "olho" do telescópio), dando o seu precioso contributo nas áreas do "tá bem está" do "depois logo se vê" e do "promessas levas as o vento", nas quais se especializou na Universidade de Fornos de Algodres, há cerca de 2 anos. A sua tese sobre "não vou sofrer este gajos", foi publicada pela Azáleas e Estrelícias, já com assinalável êxito de vendas. Don Fuas, DoN, Fado e Kiku....(esse) compraram vários exemplares para oferecer aos pescadores da Nazaré, aos jogadores de damas de Coimbra, aos fadistas de Salir do Porto e aos da Beira, que apanham cerejas na Cova.Até Fátima Felgueiras fez encomendas para oferecer aos capas pretas, aos togas e a certos tugas. Isaltino copiou-a e Valentim em vez de oferecer frigoríficos dá o livro. é um regalo olhar para estantes e ver dezenas de livros. Iguaizinhos uns aos outros. Fica mais bonito! Ou seja, Doc trabalha que se farta. Por isso está de férias.

Don Fuas, não escreve porque anda desgostoso. O Benfica não ganha uma, os Nazarenos estão na oitava divisão concelhia, o Sítio vai ser deslocado para Alvaláxia XXI para se confundir com os azulejos) e, afinal descobrui-se; a produção vitinícola da Região, não é dali. É das Berlengas. Vai passar a vinha protegida pela UNESCO e pela Confraria dos Frades da Penhalonga. Entretanto e para amenizar o ambiente, ofereceram-lhe, pelas mãos de Tiger Woods, várias bolas de golf de praia. Agora, é ver Don Fuas a lançá-las do Sítio para a Nazaré, ir buscá-las, voltar a lançar... como já a tinha fisgada, arrajou uma fisga e umas pedrinhas de lá, de lá mesmo, para dar com elas na tola do punta fina que não lhe larga a braguilha (salvo seja!).
- Oh punta fina, um dia destes, levas com um Cherne nas fuças que até ficas a ver gorazes!

DoN, comprou uma nova máquina fotográfica com pixels que nunca mais acabam e com automatismos que até chateia. Um destes dias num torneio de damas por ele organizado e do qual saiu vencedor (tem muitas taças e a mulher diz que ele gasta demais, "nessas coisas"), conseguiu fotografar-se várias vezes, travestido de outras figuras e parece muitos quando é só um. Se se olhar bem para os "fotografados", atentem no beicinho. Igual em todas. Isto porque vive com o complexo de que o "irmão" tem uma melhor que a dele. E não se liberta. A máquina tem defeito.

Kikuchiyo rapou-se todo. Ele que era um homem cheio de pelos, até na venta, depilou-se mas manteve-a. Depila parte.
Encontrou-se com um grupo nómada que pratica nudismo todo o ano e, no Verão, rapam-se para arejarem melhor as "partes". E Kikuchiyo rapou-se. O problema é que lá para as bandas de onde se encontra, há muitas melgas. Anda todo vermelho de tanto se coçar. Quando lhe perguntam porque está assim tão vermelho, responde que foi excesso de Sol. Mas a pele não lhe cai, caiu-lhe foi o pêlo. Vamos vê-lo quando regressar de férias.
Ah, já me esquecia. Anda enfeitado com cerejas que levou da Cova. Pedi-lhe para mandar uma foto 60X40 e ampliar as cerejas.

O Fado, bem o Fado é a nossa sina. Engasgou-se antes de começar a cantar e deu no que deu. O Fado, não há dúvida, é vadio. O Alfredo Marceneiro dizia que não havia nada como uma aguardente na noite para aquecer a garganta e fados dela brotarem. Brota Fado, brota! Não o conseguimos vislumbrar. Nem de férias.
Mas também já prometeu. O punta fina ainda leva com uma pauta na cara e um Dó Maior sem dó nem piedade, para ficar a saber quantas notas tem a bisca lambida.

Olhares através do telecópio....BOAS FÉRIAS!!!!
Notícias? Para quê?

domingo, 22 de julho de 2007

SAÚDE - Peixes Açorianos




O Peixe faz bem. A actualmente tão divulgada e salientada importância do ómega3 como elemento fundamental da alimentação e de preservação da saúde, reforça a necessidade e o hábito de se comer peixe. Não há iogurte, por mais rico que seja, cuja relação se aproxime sequer das percentagens de ómega3 que o peixe contém.
Não sendo essa a divulgação e abordagem que aqui se faz, trata-se de um detalhe que se considera dever manter no conhecimento de todos.
Passemos então ao assunto.
Nos Açores, saiu do prelo já há algum tempo, um interessante Guia do Consumidor dos Peixes Açorianos, edição do DOP - Departamento de Oceonagrafia e Pescas dos Açores, de autoria conjunta de Les Gallagher, Filipe Porteiro e Carla Dâmaso.
Bilingue, o guia salienta as espécies mais pescadas nos Açores, referencia as consideradas Friend of the Sea e Dolphin Safe e destaca detalhes relativos a diversos aspectos relacionados com cada uma das espécies; Habitat, artes de pesca aplicadas para as respectivas capturas, dados biológicos e estatuto de conservação.
Para informações sobre eventual aquisição acesse-se http://www.horta.uac.pt/ ou http://www.cepropesca.info/.
Em formato de tamanho comum, com 51 páginas apresenta excelente qualidade gráfica.








VERÃO - Gastronomia em S. Miguel


Decorre em Ponta Delgada até 29 de Julho, entre as praias das Milícias e do Popúlo, em tendas montadas junto ao mar, uma feira gastronómica onde se divulgam sabores de diferentes regiões.
Trás-os-Montes, Bairrada, Alentejo e Açores estão representadas, para além duma simpática presença da Galiza.
Sábado, foi dia de "gastronomizar" na Mealhada. Leitão "já se sabe" , regado com o espumante tinto Murganheira de 2002. Música ao vivo da cariz regional e dançarinos no restaurante galego deram animação aos "jantadores".
Os sabores foram rematados - ao som do manso marulhar das ondas - com café, pastéis de Tentúgal (de luisette, com dois tês teve a iniciativa) e caipirinhas, só para os mais descontraídos.

de luisette (aconselha-se, com dois tesinhos), DOC e
amigos, "atiram-se ao leitão (já se sabe!) regado
de Morganheira.





A Galiza veio de cores,
alegria e salero.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

DESCONTRAIR - Descobrir o Cavalo

Para o conseguir tem de se "trocar" os olhos





terça-feira, 17 de julho de 2007

TER A PRAIA NO SOFÁ OU VICE-VERSA ....

Ver a abstenção como puro sofá e praia é não querer ver outro fenómeno que lhe vem em anexo e que é uma nova via que necessariamente vem de muita gente que está farta dos partidos e naturalmente se abstém e vem da esquerda, que é o factor Alegre e agora Helena Roseta.
Monteiro dixit”…quem ganhou estas parcelares de Lisboa foi Helena Roseta…”
É aqui que me encontro meu caro Pu(n)ta Fina qualquer dia tiro-te o n de vez.
A abstenção foi alta mas seria muito maior se não houvesse o sms e isso não é responsabilidade nem consciência, mas sim medo do seu próprio partido.
A abstenção é o termómetro desta democracia e é preciso levá-la muito a sério e não reduzi-la a puro comodismo. Qual nosso umbigo.
O Problema não é de fora é de dentro(partidos), se o contexto social/politico não mobilizar as pessoas estas não votam, se mobilizarem votam.Em França país tradicionalmente com alta taxa de abstenção, as últimas eleições presidenciais tiveram uma das maiores votações de sempre.
Em relação aos Países Nórdicos a evidência é mais que evidente,salvo a redudância.
Há uns 20 anos fui à Noruega e ao passar numa quinta vi um individuo a fazer tamancos,entrei por curiosidade e o tamanqueiro era licenciado e falava muito bem inglês, tinha eu 20 anos vi o filme Helga que passava na Suécia nas escolas para educação sexual e cá foi visto como filme quase pornográfico, estamos a anos luz.
Estas coisas não acontecem por acaso,não é fado,(leia-se destino) nem por obra de N.S. de Fátima,(leia-se milagres).

Aquele abraço !!!

segunda-feira, 16 de julho de 2007

"É o país que temos!"

Não existe para mim frase mais enervante do que "É o país que temos!"... por qualquer coisinha que acontece há-de haver sempre um sacana dum Zé Povinho (ou de uma Maria Povinha) a choramingar um "É o país que temos!": se há incêndios "É o país que temos!" se uma fábrica fecha "É o país que temos!" se o petróleo aumenta "É o país que temos!" se um político é corrupto "É o país que temos!" se os exames de matemática correm mal "É o país que temos!" se dói a barriga "É o país que temos!" se chove muito "É o país que temos!" se não chove nada "É o país que temos!" ... AAAAARRRRGGGGHHHH!!!

Porque é que será que o desporto naconal do Tuga é falar mal do país? Será que não há ninguém que explique a esta cambada que o "país" não é uma entidade estranha e malévola mas sim que o país somos todos nós!?! Quando ouço uma pessoa falar mal de Portugal torcem-se-me as entranhas e apetece-me esbofeteá-la... O país que temos é o país que nós fazemos todos os dias, na maneira como nos sabemos (ou não) comportar e respeitar enquanto pessoas e cidadãos, na maneira como educamos (ou não) os nossos filhos e alunos, na maneira como lutamos (ou não) pelos nossos direitos, na maneira como cumprimos (ou não) as nossas obrigações - o país somos todos nós e só nós o podemos mudar: sim só nós, embora agora ande aí muito na moda defender o integracionismo com Espanha (pelos vistos é in ser-se Ibérico!) se o Zé e a Maria pensam que os espanhóis alguma vez aturariam a sua choraminguice desenganem-se pois não teriam sorte nenhuma - ou mudavam de atitude ou bem podiam ir chorar para outra freguesia...

Antes de andarem para aí de nariz empinado e ar de pseudo ofendido exclamando "É o país que temos!" "É o país que temos!" num misto de choro e pedinchice (sim pedinchice, pois normalmente quem mais se queixa é quem mais benefícios recebe e ainda tem a distinta lata de cuspir no prato em que come) se o Zé e a Maria se preocupassem em fazer um bocadinho mais por este cantinho talvez vivessemos todos num país melhor.

domingo, 15 de julho de 2007

Votar - Democratas de Praia & Sofá

Os que não votam são os esclarecidos...e os que votam?
Lisboa foi a votos e os resultados aí estão.
Para as eleições em Lisboa, houve cerca de 60% de abstenções. 60% que não votaram e, se calhar, muitos deles como um consciente cidadão - a banhos numa praia - que, ao ser instado a comentar as eleições e o facto de não ter votado, com ar de homem letrado e esclarecido, achou que não valia a pena perder tempo e o melhor era "aproveitar o bom dia de praia". Brilhante.
É deste tipo de pessoas que eu gosto, esclarecidas, clarividentes, e dispostas a defender a democracia.
Lá vou eu socorrer-me, mais uma vez, do meu tempo. No meu tempo, no meu tempo, bem no meu tempo, repito, era uma merda, uma grandessíssima merda. Quem defendia a democracia, não podia fazer campanha, ou melhor podia, mas era certo e sabido que ia parar ao xelindró, era preso, ou fugia.
Humberto Delgado candidatou-se a Presidente da República, os cidadãos que se batiam pela democracia lutaram e votaram pela sua eleição. A ditadura assassinou-o. A participação dos cidadãos e nos actos eleitorais autárquicos ou parlamentares, eram uma farsa, um verdadeiro logro. O povo português, de facto, não tinha direito a ter voto na matéria, a decidir sobre o seu país.
Quero eu dizer que o acto de votar implicava risco para a vida daqueles que queriam exercer conscientemente esse direito. O regime da ditadura, não queria que o povo votasse, havia quem o fizesse pelo povo. Tal e qual. Votavam mortos de há vários anos e votavam muitos que nunca tinham votado na vida. As descargas apareciam nos cadernos eleitorais. Milagre, alta tecnologia? Não. Trapaça pura e simples, coação, medo. As denúncias não chegavam ao conhecimento dos cidadãos, aliás, antes das eleições já se sabia quem iria ganhar. Porque haviam regras, se permitia campanha? Não. Precisamente por total ausência de regras e por intimidação aos cidadãos, por haverem "bufos", PIDE e intimidação.
No meu tempo? Desculpem-me o erro da expressão. O meu tempo é todo o tempo que a vida e a lucidez me dêem.
Vivo em democracia, tenho o direito de concordar ou discordar, de acordo com as minhas convicções, que não têm de ser as mesmas dos outros ou de outros.
Há cidadãos que se consideram conscientes, informados e esclarecidos colocando-se no alto do seu pedestal de convencidos, menorizando ou classificando de "carneirada" os que se dão ao "trabalho" de votar. E tecem loas, desenvolvem teorias. Arrogantes, numa pose, que vista através da fotografia, os fazem surgir aos olhos dos comuns, com fumo a sair dos seus notáveis crânios.
Pois, mas aconselhava-os a compararem o seu acto com o de muitos outros que não votam e as teorias que defendem; reflectirem sobre a igualdade do seu acto com a implacável e óbvia inconsciência de muitos outros que fazem o mesmo; a juntarem-se a muitos outros que fazem o mesmo e reunirem-se em congresso para aduzir da asneirada em que resultariam as respectivas conclusões.
Muitos dos eleitores que se abstêm, nivelam-se por baixo, com base no argumento, na eloquência de quem está por cima.
A democracia vive das diferenças, das discordâncias, do diálogo, do debate, da intervenção, da participação e da decisão.
O acto de votar é um inequívoco direito e de dever. Principalmente daqueles que advogam a consciência e o não alinhamento.
Criticar de sofá ou na praia, com a sobranceria que caracteriza aqueles se louvam por essa prática, não é contribuir para mexer com o país e com as estruturas que nos representam.
É comodismo,.Por muito que exercitem em elucobradas elocubrações.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

FORA DE CIRCULAÇÃO

Pede-se, como sempre, que impeçam qualquer divulgação.

A Noite passada tive um sonho...

Pela padraria, numa cavalgada heróica, depois de desembainhadas de forma corajosa e altaneira, uma em cada mão, duas pistolas que mais pareciam duas espadas, que não eram, eram pistolas (cuidado com os pés do cavalo) deambulava D. Fuas comandando as tropas.

D. Fuas, homem de mil cuidados, mas com o trauma do Sítio dos pés do seu cavalo, furibundo, gritava para a gleba que se lhe atravessava no caminho:

- Tu de luisette com dois tês, sai-me da frente e dedica-te a aprender russo, ucraniano, servo-croata e outras línguas terminadas em vitch ou ov e vai fazer ovos escalfados que estou com fome;

- Tu aí ò DoN, que não és Fuas nem lá perto, vê se tiras fotos em condições e começa já por mim, alto, formoso e espadaúdo, sou um belo modelo e autorizo-te a publicitá-las na Net e nas estâncias termais;

- Ei, ei ò Kiku...Kikuchiyo, sim tu, vê lá se arranjas um nome decente e escreves sobre andorinhas, telenovelas e coisas assim, boas e interessantes e deixa de andar a promover o álcool...a incentivar para que se beba tinto, francamente, ainda se promovesses uma boa casta regional como as da Nazaré (de lá, do Sítio), a melhor pinga que há...;

- É pá, psst, tu aí ò pu(n)ta fina, como sublinha o de luisette com dois tês, toma tino, andas armado em cão com pulgas e arranjar sarna para te coçares, um dia destes, combinamos uma jantarada e vais ficar em tal estado, que regressas aos Açores de coleira, açaime e pedigree, assim pode ser que alguém fique contigo ou então, te ponham no canil;

- Estas minhas tropas não têm disciplina, onde estão o DOC que tanta falta me faz para curar as enxaquecas , as artrites reumatóides e receitar aspirinas, e o FADO, oh, o fado! que nos poderia animar... e entristecer, será que enrouqueceu, foi à procura de D. Sebastião ou teve desgosto de amores e dedicou-se ao Gaião? (Kikuchiyo, tu é que tens a culpa).

Tou!Tou!? estância termal de octogenários...? Se eu quero comprar fotos exclusivas? de quem? D. Fuas quê? Roupinha, Roupinho, pouca roupa no masculino? com cerejas, pastéis de Tentúgal e ovos-moles? A cantar o fado na doc, qual? Cais do Sodré?

VAI MAS È DORMIR PÁ!

E voltei a adormecer.


O meu sonho através de uma pintura de Dali.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

EM SOLITÁRIO - II VOLTA AO MUNDO



Skipper Genuíno Madruga
volta à aventura e zarpa no próximo dia 25 de Agosto






Açoriano das ilhas de Mau Tempo no Canal que Nemésio imortalizou, nasceu no Pico, freguesia de S. João, e vive no Faial.

TERÁ COMO DESAFIO MAIOR, A PASSAGEM PELO CABO HORN NA PATAGÓNIA
"Hemingway", assim foi baptizada a embarcação veleira com a qual realizou a primeira viagem de circum-navegação e irá repetir, embora com rotas diferentes , por mais tempo e com maior grau de dificuldade, a partir do próximo dia 25 de Agosto.
Se com " O velho e o mar" Ernest Hemigway homenageou os pescadores, Genuíno Madruga, como pescador, quis homenagear Hemingway.
Já em 1984, enquanto profissional da pesca, adquiriu a primeira embarcação cabinada a operar nos Açores construída em fibra de vidro. De 12m de comprimento, apresentava-se apetrechada dos mais modernos meios auxiliares de navegação e pesca. Denominada "Guernica", como reconhecimento pelo heroismo e coragem da resistência dos habitantes daquela cidade espanhola contra Franco, expressa por Picasso na famosa pintura com o mesmo nome. Inovador, despertou noutros companheiros a emegência de enveredarem também por esse caminho.
Marcel Bardiaux, de Leste para Oeste foi o primeiro navegador solitário a passar o Cabo Horn, o ponto mais a Sul da Terra. Em 1975, este ex-prisioneiro por duas vezes da Alemanha nazi durante a II Guerra Mundial, numa das mesas do famoso "Peter" Café Sport na cidade da Horta, olhando o Atlântico incutiu-lhe de tal maneira a tentação da aventura que, nos 20 anos seguintes congeminou e planeou.
Voltaram a encontrar-se em 1998, Marcel Bardiaux tinha então 88 anos. Mas foi decisivo. Genuíno Madruga determinou-se, decidiu-se e partiu a 28 de Outubro de 2000, chegando a 18 de Maio de 2002, completando a circum-navegação na pasagem por Guadalupe, em 13 meses e 21 dias. Solitário.
Volta a partir a 25 de Agosto, com passagem prevista pelo Cabo Horn, que se apresentará como o maior risco e um enorme desafio à sua resistência e tenacidade. Esta II Volta ao Mundo, decorrerá por 23 meses, ou seja, 10 meses mais que a primeira, com percursos mais longos e rotas mais complexas.
Santa Catarina (Brasil), Ilha da Páscoa, Austrália, Timor Leste, Madagáscar, África do Sul e Sta Helena, serão alguns dos seus pontos de paragem. Regressará em 2009.

Açores - Ilha das Flores CONTRASTES















Santa Cruz - Porto das Poças
O mesmo porto, o mesmo oceano. Verão e Inverno, dois diferentes estados de alma. Acreditem que é assim. O mar transmite, impinge, incrustra estados de ânimo aos ilhéus, a quem vive nas ilhas.
Em barco semi-rígido, daqui à mais pequena das 9 ilhas dos Açores, o Corvo, são cerca de 45 minutos. Durante a viagem, temos a possibilidade de conviver com Golfinhos de diferentes espécies e, por vezes, de ver Baleias.

domingo, 8 de julho de 2007

O PROBLEMA,alguns começaram a ter medo

Vamos a eles Pu(n)ta Fina, mas quem são?
É o sistema, já vi este filme em governos anteriores e de outros partidos e aqueles que nunca foram governo nem vale a pena falar.
Ninguém se inscreve no PC para ser Estalinista inscreve-se sim nos Nazis, mas é esse o resultado no fim da linha.
O problema é o sistema, já o Sporting pela voz do seu presidente na altura falava assim e parece que tem razão.
Na última semana,por causa de um professor que tinha leucemia e morreu a trabalhar considerado apto(será que os professores vão por este governo nos eixos?) e um paciente de Braga que recebeu informação de apto já depois de ter falecido,no parlamento falou-se dos médicos e da necessidade de terem uma competência para formarem juntas médicas, blá…blá…blá….
Houve muita gente em tempos que se reformou sem doença nenhuma e conheço um paciente portador de esquizofrenia considerado apto.Não há volta a dar ao Sistema, não tenham dúvidas quem decide isto são directrizes do governo,”…facilitem hoje …ninguém se reforma agora.”
Segundo o SOL, o provedor de Justiça admitiu persiguição do Governo. Atenção às declarações da Secretária do Governo Carmen Pignatelli "..censura só em casa ou nos locais pròprios..."e o mais estranho ou não, é vir de um Partido Socialista que teve como bandeira a luta pela liberdade e tolerância.
Salazar,Hitler,Estaline,e muitos outros aproveitaram-se como salvadores e lá foi a carneirada.
Há por aí muitos hitlerzinhos à espreita e até falam da responsabilidade democrática (não é a tua Pu(n)ta Fina) a esses vamos a eles,mas o sistema continua.
Na Europa é igual em França 3,5 milhões estão desmpregados e dos empregados 7 milhões vivem abaixo do limiar de pobreza e no resto do mundo nem vale a pena falar,são estes politicos que nos anos 60 nos prometiam pleno emprego com muito descanso e muitas férias no ano 2000.
A Salvação está nos prazeres da vida e uma delas deste País é o Vinho Regional Alentejano que o Kikuetc. referiu, em breve irei procurar, mas também e sobretudo na CIDADANIA, nas actividades cívicas, movimentos civis, aumentar a cultura e o bem estar das populações e não só na carneirada e promessas eleitorais dos partidos.
Manuel Alegre que ainda admiro(?), já disse isso mais ou menos votei nele e agora se estivesse em Lisboa votava na Helena Roseta no resto já não voto há 20 anos.
Neste momento um poema torna a verve mais interessante.
Gibran Khalil Gibran nasceu no Líbano no final do século XIX. Com o crescimento do perigo fascista para a região, lá conhecido como “sionismo”, mudou-se para os EUA,sendo hoje uma das referências intelectuais para o conhecimento da alma do povo muçulmano, druso, maronita ou cristão ortodoxo .
Um poema:
Uma mulher que carregava o filho nos braços disse: "Fala-nos dos filhos."E ele falou:
Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;Pois suas almas moram na mansão do amanhã,que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados...
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força,para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:Pois assim como ele ama a flecha que voa, ama também o arco que permanece estável

Entretanto e enquanto isto continua na mesma , se vos mandarem para este sitio não é mau de todo é perto de Estocolmo na Suécia que têm um melhor sistema do que o nosso . Se poderem visitem nem que seja numa viagem rapidinha.