quinta-feira, 5 de julho de 2007

DEMOCRACIA - MEDOS


Vi e ouvi e depois li, a entrevista ao Clube dos Jornalistas, de Manuel António Pina. Goste-se ou deteste-se, é um jornalista e um poeta de mão cheia. Disse, comentou e inquietou e isso foi o pior.

"Começamos a ter medo outra vez", "não é quixotismo, é uma exigência de cidadania". Fixei estas duas frases.

Custa-me e muito, servir-me ou socorrer-me da idade como argumento para o que quer que seja. Eu já vivi isso, já passei por aquilo, ah, no meu tempo, no meu tempo é que era bom.

Não era nada, era uma merda, uma boa merda!

Mas são de facto inquietantes estas campainhas, quando badalam agudamente bem dentro da nossa consciência. E o passado irrompe na memória como alguém que adormece na banheira e acorda com a sensação de quem estava a afogar-se.

A ditadura não foi a brincar, foi a sério, muito a sério. Fomos durante dezenas de anos, um povo isolado, só. De liberdade tínhamos uma avenida em Lisboa. A liberdade vivia nas prisões, era para aí que iam os seus defensores...ou para o exílio. Ou era vivida em silêncio e nas entrelinhas de um livro, de um poema ou de um artigo.

"Começamos a ter medo outra vez".

Mas que medo, de que medo realmente se trata?

É do mesmo medo de então que estamos a falar, é o mesmo medo que se sente, que medo será?

Do desemprego, da ambição profissional, do que se tem, se quer ter ou poder alcançar?

O que me inquieta é a indiferença, o deixa andar, o quero é safar-me e o parceiro que se lixe;

O que me inquieta é a falta de solidariedade, a baixa auto-estima, o bota-abaixo e ficar sentado;

O que me inquieta são os críticos de sofá, os jornalistas que pesquisam, pesquisam e refastelam-se a dizer ou a escrever sobre tudo, não entendendo de quase nada e pensando que estão a dizer grandes coisas.

A democracia é intocável e inquestionável, as más práticas atropelos dos seus agentes, não. Vamos-nos a eles sempre e quando for caso disso, sem hesitações, sem medos. Era o que mais faltava!

Mas estaremos e estarão mal, os que comparam ou relacionam democracia com facilitismo. A democracia é exigente e exige de todos nós, responsabilidade e empenho. Trabalho. E não tenhamos dúvidas; para que ela melhor funcione, teremos de exigir mais de cada um de nós para se poder exigir dos outros. Em tudo. Em democracia.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Fora de Circulação

Primeiro, escrever correctamente "Kikuchiyo" ok. ponto parágrafo, na outra linha.
Se bem se lembram (espero que saibam guardar segredo) JN, residente na região das melhores cerejas, estava para ir a banhos até à ilha de S. Miguel.
punta fina deu cabo do esquema. As Odaliscas zarparam numa canoa, tristes e desgostosas ao saber que, afinal, JN já não ia. e não vai. Mas o pior estava para vir. A canoa, cheia de buracos afundou-se, as Odaliscas desapareceram nas profundezas do mar.
Mas oh delícias das delícias (do mar)! Ressurgiram no banco D. João de Castro transformadas em supremas sereias.
de luisette (sim, com dois tês), munido do seu potente telescópio, assistiu enlevado à transformação, comprou um fato de mergulho e escafandro.
Pensa inscrever-se na universidade dos Açores no DOP (Departamento de Oceanografia e Pescas) e dedicar-se à investigação submarina. estará já a preparar tese, cujo tema será "Como Don Fuas, promoveu o Fado a caminho do ilhéu de Vila Franca e encalhou no DOC". Na capa sereias dos bombeiros, gaitas de foles da Escócia e um estetoscópio com a Marisa de um lado e uma foto de Hans Christian Andersen do outro, no vértíce a Ciciolina.
A documentação fotográfica está a cargo de alguém com DoN para a coisa. O problema é que possui uma Reflex de 1918, que funciona com pólvora seca e as fotos estão a sair a preto e branco com fuligem e desfocadas. Supõe-se que perturbado pela beleza das sereias, por engolir muita água ou por não usar óculos de sol. Ao que chega um fotógrafo genial...

domingo, 1 de julho de 2007

ANIVERSÁRIO

O Pu(n)ta Fina fez 55 anos, daqui lhe desejamos que continue a fazer muitos, só mais 40 anos e nós por cá neste bolg a continuar a desejar-lhe as maiores felicidades pessoais e para o seu Glorioso, pois o principal está feito, já está no GUINNESS, já tem um patrão, não é russo é Madeirense, agora só falta começar a jogar futebol.

Aquele abraço

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Em jeito de resposta não oculta,pois cremos ser este o sentimento geral que cada vez é mais pu(n)ta e mais fina..

Eu e o Don após lauto jantar regado (bebemos uma garrafósia de Cabriz, nao havia mais) resolvemos visitar as magnificas...e eis senão quando lá vem mais umas finuras da pu(n)ta que ùltimamnete não nos dá descanso. Mas que raio pá vocifrava o DON levantando-se e gesticulando " este gajo não descola não f... nem sai de cima ... está cada vez mais pu(n)ta e mais fina..." Ele é Sherlock Holmes, é Fora de Circulação..."não sai disto.
Eu concordava estás a precisar de uma rabecada(não confundir).
Só espero que não faças como o teu comparsa Mr Fuas que saiu da casa e foi para a praia da Nazaré e ainda por lá deve andar.
Segundo DON a tua verve com uma pitada de vilhena e com uma frequência de um curso pela mais recente escritora convertida ao benfica Carolina Salgado, nao ganharias o prémio nobel mas o prémio de grande lata de certeza.
Por enquanto a tua verve só serve para chatear o parceiro,vamos lá cultivar cultura , tinhas começado tão bem (nada actual que te comprometesse)mas a falar do F. Pessoa do seu aniversário etc. coisa séria e pimba, bláblá...bláblá... está no glorioso sangue.
Informo-te, para não continuares com os episódios da novela JN, que por razões de consciência orçamental à sportinguista, mudou de rumo, portanto já não precisas de contratar odaliscas, pelo menos para este fim.
Além de pores em prática o tal modelo referido por DON, também achamos que devias ler melhor os nossos supostos estatutos e segui-los como se fosse uma biblia nas horas da escrita.
Com isto termino desejando que mudes de estratégia ou caso contrário ficas cada vez mais pu(n)ta e mais fina....

Nós que raramente somos assim, mas às vezes tem que ser, recebe este puxão de orelhas com toda a naturalidade e naturalmrnte ficaremos por aqui...
Eu e o Don.

terça-feira, 26 de junho de 2007

As Viagens de KIKUCHIYO - 1 - Sintra

Dou hoje início a uma rubrica onde darei algumas sugestões de viagens, baseadas nas experiências mais positivas (as negativas que se lixem... falarei nelas para que não façam o mesmo erro) das minhas muitas epopeias.
Hoje sugiro Sintra, destino que dispensa grandes apresentações... podia pôr-me para aqui com grandes filosofias e romantismos de Byron a Eça passando pelo Zé do Telhado (esse sim um verdadeiro romântico) mas não me apetece - Sintra é perfeito para descansar, para mandar tudo à くそばば* e não pensar em nada que esta vida é dura, mesmo para um Samurai aventureiro. Para isso nada melhor que um fim de semana perdido nas matas de Sintra, pernoitando fora da povoação - sugiro-vos vivamente o Chalet do Relógio (ver foto), a pouco mais de 5 minutinhos a pé do centro histórico, mas isolada o suficiente para não se ouvir vivalma; 50 euritos pela dormida com pequeno almoço num quarto enorme com uma vista magnífica para o Castelo dos Mouros (ver outra foto) - um conselho, não fiquem no quarto B, pois fica por baixo de umas escadas de madeira que range e estala que até mete dó, peçam um quarto no andar de cima.

Chalet do Relógio

foto

Vista do Quarto:Castelo dos Mouros

outra foto

Se à noite é para dormir (a não ser que levem uma 芸者 ** e então adormecem um pouco mais tarde) de dia há que dar um passeio pelos bosques sempre a subir até à Pena, pelos jardins da Quinta da Regaleira ou de Monserrate; claro que antes de subir é fundamental ter energia e por isso impõe-se um (ou dois ou três) travesseiros na Piriquita - depois da caminhada e para repor as forças, é hora de encher a mula no melhor tasco de Sintra (e curiosamente um dos mais baratos) o Restaurante Tulhas (fica numa ladeira mesmo ao lado (direito) do turismo) - é óptimo e mundialmente famoso o bacalhau com natas (codfish in cream sauce with potatoes segundo o NY Times), mas acreditem que o que vale mesmo a pena é o arroz de pato (o melhor que se come neste cantinho do mapa)... hummmmmm!! nham nham!
Sayonara e um grande Banzai! para vocês todos...
LINKS ÚTEIS:

Chalet do Relógio

Restaurante Tulhas (Expresso)

Restaurante Tulhas (NY Times)

Informação Turística de Sintra

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* kusobaba (que é mais ou menos como quem diz merda!)
** geisha (mulher de artes... e que artes!)

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Fora de Circulação

A Quinta da Conspiração


Repete-se aquele principio que tem sido... o nosso principio: agradece-se que nada se diga a quem quer que seja, do que aqui divulgamos...


DoN e de Luisette (para quem não saiba ou se não lembre, escreve-se com dois tês) pretestando através de códigos pré-elaborados e congeminados, embrenharam-se pela Quinta de Cabriz e por ali se ficaram, banqueteando-se pela tinta noite, metidos no tinto até - digo eu - ficarem vermelhos (dançaram o tango em pleno salão, cansados pelo trabalho que lhes deu um "bébé"). Tooooooma!



Corrupção

Descobriu-se através de aturada investigação, que duas personalidades do mundo da fotografia e uma delas também da audiofilia, viciaram o sistema de medição da alcoolemia.Despejaram largos copázios de tinto e, posteriormente, gabaram-se: acusamos apenas 0,3 de alcoolemia. Impossível!

Níponicos da Nikon, filandeses da Nokia e gregos do Olimpus estão a investir a sério neste novo produto. A polícia científica internacional não sabe o que fazer. A AAA (Associação de A...Anónimos), receia que a sua luta vá por "água" abaixo, correndo o risco muito sério de os ditos irem para as reuniões alcoolizados de facto, negando esse facto, de medidor de alcoolemia em punho, comprovando através dela que a sua verdeadeira alcoolemia...é falsa. Pensm processar os criadores deste novo medidor do estado de copos.

Foram já detectados equipamentos oficiais viciados. Comprovou-se terem sido aquiridos à nova empresa "Dondeluisette" (com dois tês!!!), que o concebeu quando tentava inventar um instrumento detector de DOC e FADO.

Os copos e alquimia dão nisto. Mas de DOC e FADO, nem faro...



Onde fica a quinta de Cabriz?

sábado, 23 de junho de 2007

Sir ARTHUR CONAN DOYLE (scotch) - O criador ....

De Sherlock Holmes. Desse mesmo, do célebre dective.
A crítica da especialidade vinha considerando que a obra de maior popularidade deste médico de profissão, seria "O cão de Baskerville".
Aturadas investigações levaram à descorberta recente de um outro livro de sua autoria, de excelente qualidade literária e deliciosa trama, a publicar de imediato.
Os familiares herdeiros e descentendes de Sir Conan Doyle, vão contratar os serviços das "Sete Mágnificas...Cabeças" para procederem à promoção e divulgação deste livro inédito.
E já nos descreveram (naturalmeente e ainda, sem grandes detalhes) excertos do livro.
A trama desenvolve-se entre a Ribeira Grande, Coimbra e Macau. De luisette (com dois tês, o pormenor dos dois tês é crucial), desempenha papel destacado, mas DOC e FADO serão mesmo os protagonistas.
DoN, com uma Olimpus de 214,5 megapixels, é o fotógrafo que recolhe as provas dos aspectos mais sinistros, embora sofra uma profunda desilusão ao constatar que De luisette (claro, com dois tês), acabou de adquirir uma Nikon de 511 megapixels, e fica muito abalado e abala para as termas do Cartaxo, onde tem contactos com a Condessa do Cadaval (torna-se espiritualista transcendental, mas recupera quando descobre que Naomi Campbell usa fio dental em detrimento da pasta dentífrica).
Kikuchyio deixa de comer cerejas, leva nas Ventas, em Madrid, uns migos a ver uma tourada e parte depois para uma prova de todo o terreno com um triciclo. Vem a saber-se mais tarde, que o surripiou à sobrinha Kika que, por sua vez, resolve mandar para punta fina 5kgs de Ovos moles provocando-lhe uma diarreia durante mais de 3 semanas (bem bom que ele estava de férias e aproveitou para "meter" baixa).
Don Fuas que não conseguia tirar o pé do Sítio, finalmente decide-se por descalçar a bota, andar ao pé coxinho e comprar umas modernas sete saias na Nazaré e assim, passar disfarçado. Não conseguiu.
DOC mantém escondido e FADO não aparece.
Kikuchyio, Don Fuas, Don e punta fina unem esforços, movem flatulências e a coisa borra-se. Um pandemónio. O final é surpreendente!
O novo, novo aúdio de De luisette (insisto, com dois tês) é fabricado na Etiópia na empresa "Sei -lá-se-é", avaria instantâneamente e causa prejuízos avultados nos electrodomésticos dos vizinhos, mas a coisa vai melhorar...
DoN está feliz. A sua Olimpus de dupla objectiva, tira duas fotografias simultâneas num ângulo de 382º com a mesma pessoa a aparecer de frente e costas e tem 729 meegapixels (Tooooooma!)...
Kikkuchyo que partiu para o Tibete onde fica em retiro espiritual com o Dalai Lama, fala tibetano fluentemente, prepara-se para subir o K2 com João Garcia (há muito que sonha ter um nariz igual) e já anda a comer gelados porque faz parte da preparação. Pensa, mais tarde, fundar uma empresa de gueixas com o Cat Stenvens. Fidel Castro vai ser sócio de ambos.
Tendo mandado o disfarce às malvas, Don Fuas, homem dado a grandes eventos, é personalidade destacada na feira Internacional de Sexo para transsexuais a decorrer no mosteiro da Batalha. Afonso Domingues não gosta e Don Fuas corre tudo à bofetada e manda o Derlei para o Sporting. Há quem resmungue em surdina.
punta fina pisga-se. Dá asas de vila Diogo, dá de frosques, põe-se a milhas, dá corda aos sapatos, põe-se na alheta, parte para outra (já se desconfiava) e, de fugida, vai dizendo que "DOC e FADO" vaaããão apareceeer! E desaparece.