domingo, 22 de julho de 2007

VERÃO - Gastronomia em S. Miguel


Decorre em Ponta Delgada até 29 de Julho, entre as praias das Milícias e do Popúlo, em tendas montadas junto ao mar, uma feira gastronómica onde se divulgam sabores de diferentes regiões.
Trás-os-Montes, Bairrada, Alentejo e Açores estão representadas, para além duma simpática presença da Galiza.
Sábado, foi dia de "gastronomizar" na Mealhada. Leitão "já se sabe" , regado com o espumante tinto Murganheira de 2002. Música ao vivo da cariz regional e dançarinos no restaurante galego deram animação aos "jantadores".
Os sabores foram rematados - ao som do manso marulhar das ondas - com café, pastéis de Tentúgal (de luisette, com dois tês teve a iniciativa) e caipirinhas, só para os mais descontraídos.

de luisette (aconselha-se, com dois tesinhos), DOC e
amigos, "atiram-se ao leitão (já se sabe!) regado
de Morganheira.





A Galiza veio de cores,
alegria e salero.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

DESCONTRAIR - Descobrir o Cavalo

Para o conseguir tem de se "trocar" os olhos





terça-feira, 17 de julho de 2007

TER A PRAIA NO SOFÁ OU VICE-VERSA ....

Ver a abstenção como puro sofá e praia é não querer ver outro fenómeno que lhe vem em anexo e que é uma nova via que necessariamente vem de muita gente que está farta dos partidos e naturalmente se abstém e vem da esquerda, que é o factor Alegre e agora Helena Roseta.
Monteiro dixit”…quem ganhou estas parcelares de Lisboa foi Helena Roseta…”
É aqui que me encontro meu caro Pu(n)ta Fina qualquer dia tiro-te o n de vez.
A abstenção foi alta mas seria muito maior se não houvesse o sms e isso não é responsabilidade nem consciência, mas sim medo do seu próprio partido.
A abstenção é o termómetro desta democracia e é preciso levá-la muito a sério e não reduzi-la a puro comodismo. Qual nosso umbigo.
O Problema não é de fora é de dentro(partidos), se o contexto social/politico não mobilizar as pessoas estas não votam, se mobilizarem votam.Em França país tradicionalmente com alta taxa de abstenção, as últimas eleições presidenciais tiveram uma das maiores votações de sempre.
Em relação aos Países Nórdicos a evidência é mais que evidente,salvo a redudância.
Há uns 20 anos fui à Noruega e ao passar numa quinta vi um individuo a fazer tamancos,entrei por curiosidade e o tamanqueiro era licenciado e falava muito bem inglês, tinha eu 20 anos vi o filme Helga que passava na Suécia nas escolas para educação sexual e cá foi visto como filme quase pornográfico, estamos a anos luz.
Estas coisas não acontecem por acaso,não é fado,(leia-se destino) nem por obra de N.S. de Fátima,(leia-se milagres).

Aquele abraço !!!

segunda-feira, 16 de julho de 2007

"É o país que temos!"

Não existe para mim frase mais enervante do que "É o país que temos!"... por qualquer coisinha que acontece há-de haver sempre um sacana dum Zé Povinho (ou de uma Maria Povinha) a choramingar um "É o país que temos!": se há incêndios "É o país que temos!" se uma fábrica fecha "É o país que temos!" se o petróleo aumenta "É o país que temos!" se um político é corrupto "É o país que temos!" se os exames de matemática correm mal "É o país que temos!" se dói a barriga "É o país que temos!" se chove muito "É o país que temos!" se não chove nada "É o país que temos!" ... AAAAARRRRGGGGHHHH!!!

Porque é que será que o desporto naconal do Tuga é falar mal do país? Será que não há ninguém que explique a esta cambada que o "país" não é uma entidade estranha e malévola mas sim que o país somos todos nós!?! Quando ouço uma pessoa falar mal de Portugal torcem-se-me as entranhas e apetece-me esbofeteá-la... O país que temos é o país que nós fazemos todos os dias, na maneira como nos sabemos (ou não) comportar e respeitar enquanto pessoas e cidadãos, na maneira como educamos (ou não) os nossos filhos e alunos, na maneira como lutamos (ou não) pelos nossos direitos, na maneira como cumprimos (ou não) as nossas obrigações - o país somos todos nós e só nós o podemos mudar: sim só nós, embora agora ande aí muito na moda defender o integracionismo com Espanha (pelos vistos é in ser-se Ibérico!) se o Zé e a Maria pensam que os espanhóis alguma vez aturariam a sua choraminguice desenganem-se pois não teriam sorte nenhuma - ou mudavam de atitude ou bem podiam ir chorar para outra freguesia...

Antes de andarem para aí de nariz empinado e ar de pseudo ofendido exclamando "É o país que temos!" "É o país que temos!" num misto de choro e pedinchice (sim pedinchice, pois normalmente quem mais se queixa é quem mais benefícios recebe e ainda tem a distinta lata de cuspir no prato em que come) se o Zé e a Maria se preocupassem em fazer um bocadinho mais por este cantinho talvez vivessemos todos num país melhor.

domingo, 15 de julho de 2007

Votar - Democratas de Praia & Sofá

Os que não votam são os esclarecidos...e os que votam?
Lisboa foi a votos e os resultados aí estão.
Para as eleições em Lisboa, houve cerca de 60% de abstenções. 60% que não votaram e, se calhar, muitos deles como um consciente cidadão - a banhos numa praia - que, ao ser instado a comentar as eleições e o facto de não ter votado, com ar de homem letrado e esclarecido, achou que não valia a pena perder tempo e o melhor era "aproveitar o bom dia de praia". Brilhante.
É deste tipo de pessoas que eu gosto, esclarecidas, clarividentes, e dispostas a defender a democracia.
Lá vou eu socorrer-me, mais uma vez, do meu tempo. No meu tempo, no meu tempo, bem no meu tempo, repito, era uma merda, uma grandessíssima merda. Quem defendia a democracia, não podia fazer campanha, ou melhor podia, mas era certo e sabido que ia parar ao xelindró, era preso, ou fugia.
Humberto Delgado candidatou-se a Presidente da República, os cidadãos que se batiam pela democracia lutaram e votaram pela sua eleição. A ditadura assassinou-o. A participação dos cidadãos e nos actos eleitorais autárquicos ou parlamentares, eram uma farsa, um verdadeiro logro. O povo português, de facto, não tinha direito a ter voto na matéria, a decidir sobre o seu país.
Quero eu dizer que o acto de votar implicava risco para a vida daqueles que queriam exercer conscientemente esse direito. O regime da ditadura, não queria que o povo votasse, havia quem o fizesse pelo povo. Tal e qual. Votavam mortos de há vários anos e votavam muitos que nunca tinham votado na vida. As descargas apareciam nos cadernos eleitorais. Milagre, alta tecnologia? Não. Trapaça pura e simples, coação, medo. As denúncias não chegavam ao conhecimento dos cidadãos, aliás, antes das eleições já se sabia quem iria ganhar. Porque haviam regras, se permitia campanha? Não. Precisamente por total ausência de regras e por intimidação aos cidadãos, por haverem "bufos", PIDE e intimidação.
No meu tempo? Desculpem-me o erro da expressão. O meu tempo é todo o tempo que a vida e a lucidez me dêem.
Vivo em democracia, tenho o direito de concordar ou discordar, de acordo com as minhas convicções, que não têm de ser as mesmas dos outros ou de outros.
Há cidadãos que se consideram conscientes, informados e esclarecidos colocando-se no alto do seu pedestal de convencidos, menorizando ou classificando de "carneirada" os que se dão ao "trabalho" de votar. E tecem loas, desenvolvem teorias. Arrogantes, numa pose, que vista através da fotografia, os fazem surgir aos olhos dos comuns, com fumo a sair dos seus notáveis crânios.
Pois, mas aconselhava-os a compararem o seu acto com o de muitos outros que não votam e as teorias que defendem; reflectirem sobre a igualdade do seu acto com a implacável e óbvia inconsciência de muitos outros que fazem o mesmo; a juntarem-se a muitos outros que fazem o mesmo e reunirem-se em congresso para aduzir da asneirada em que resultariam as respectivas conclusões.
Muitos dos eleitores que se abstêm, nivelam-se por baixo, com base no argumento, na eloquência de quem está por cima.
A democracia vive das diferenças, das discordâncias, do diálogo, do debate, da intervenção, da participação e da decisão.
O acto de votar é um inequívoco direito e de dever. Principalmente daqueles que advogam a consciência e o não alinhamento.
Criticar de sofá ou na praia, com a sobranceria que caracteriza aqueles se louvam por essa prática, não é contribuir para mexer com o país e com as estruturas que nos representam.
É comodismo,.Por muito que exercitem em elucobradas elocubrações.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

FORA DE CIRCULAÇÃO

Pede-se, como sempre, que impeçam qualquer divulgação.

A Noite passada tive um sonho...

Pela padraria, numa cavalgada heróica, depois de desembainhadas de forma corajosa e altaneira, uma em cada mão, duas pistolas que mais pareciam duas espadas, que não eram, eram pistolas (cuidado com os pés do cavalo) deambulava D. Fuas comandando as tropas.

D. Fuas, homem de mil cuidados, mas com o trauma do Sítio dos pés do seu cavalo, furibundo, gritava para a gleba que se lhe atravessava no caminho:

- Tu de luisette com dois tês, sai-me da frente e dedica-te a aprender russo, ucraniano, servo-croata e outras línguas terminadas em vitch ou ov e vai fazer ovos escalfados que estou com fome;

- Tu aí ò DoN, que não és Fuas nem lá perto, vê se tiras fotos em condições e começa já por mim, alto, formoso e espadaúdo, sou um belo modelo e autorizo-te a publicitá-las na Net e nas estâncias termais;

- Ei, ei ò Kiku...Kikuchiyo, sim tu, vê lá se arranjas um nome decente e escreves sobre andorinhas, telenovelas e coisas assim, boas e interessantes e deixa de andar a promover o álcool...a incentivar para que se beba tinto, francamente, ainda se promovesses uma boa casta regional como as da Nazaré (de lá, do Sítio), a melhor pinga que há...;

- É pá, psst, tu aí ò pu(n)ta fina, como sublinha o de luisette com dois tês, toma tino, andas armado em cão com pulgas e arranjar sarna para te coçares, um dia destes, combinamos uma jantarada e vais ficar em tal estado, que regressas aos Açores de coleira, açaime e pedigree, assim pode ser que alguém fique contigo ou então, te ponham no canil;

- Estas minhas tropas não têm disciplina, onde estão o DOC que tanta falta me faz para curar as enxaquecas , as artrites reumatóides e receitar aspirinas, e o FADO, oh, o fado! que nos poderia animar... e entristecer, será que enrouqueceu, foi à procura de D. Sebastião ou teve desgosto de amores e dedicou-se ao Gaião? (Kikuchiyo, tu é que tens a culpa).

Tou!Tou!? estância termal de octogenários...? Se eu quero comprar fotos exclusivas? de quem? D. Fuas quê? Roupinha, Roupinho, pouca roupa no masculino? com cerejas, pastéis de Tentúgal e ovos-moles? A cantar o fado na doc, qual? Cais do Sodré?

VAI MAS È DORMIR PÁ!

E voltei a adormecer.


O meu sonho através de uma pintura de Dali.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

EM SOLITÁRIO - II VOLTA AO MUNDO



Skipper Genuíno Madruga
volta à aventura e zarpa no próximo dia 25 de Agosto






Açoriano das ilhas de Mau Tempo no Canal que Nemésio imortalizou, nasceu no Pico, freguesia de S. João, e vive no Faial.

TERÁ COMO DESAFIO MAIOR, A PASSAGEM PELO CABO HORN NA PATAGÓNIA
"Hemingway", assim foi baptizada a embarcação veleira com a qual realizou a primeira viagem de circum-navegação e irá repetir, embora com rotas diferentes , por mais tempo e com maior grau de dificuldade, a partir do próximo dia 25 de Agosto.
Se com " O velho e o mar" Ernest Hemigway homenageou os pescadores, Genuíno Madruga, como pescador, quis homenagear Hemingway.
Já em 1984, enquanto profissional da pesca, adquiriu a primeira embarcação cabinada a operar nos Açores construída em fibra de vidro. De 12m de comprimento, apresentava-se apetrechada dos mais modernos meios auxiliares de navegação e pesca. Denominada "Guernica", como reconhecimento pelo heroismo e coragem da resistência dos habitantes daquela cidade espanhola contra Franco, expressa por Picasso na famosa pintura com o mesmo nome. Inovador, despertou noutros companheiros a emegência de enveredarem também por esse caminho.
Marcel Bardiaux, de Leste para Oeste foi o primeiro navegador solitário a passar o Cabo Horn, o ponto mais a Sul da Terra. Em 1975, este ex-prisioneiro por duas vezes da Alemanha nazi durante a II Guerra Mundial, numa das mesas do famoso "Peter" Café Sport na cidade da Horta, olhando o Atlântico incutiu-lhe de tal maneira a tentação da aventura que, nos 20 anos seguintes congeminou e planeou.
Voltaram a encontrar-se em 1998, Marcel Bardiaux tinha então 88 anos. Mas foi decisivo. Genuíno Madruga determinou-se, decidiu-se e partiu a 28 de Outubro de 2000, chegando a 18 de Maio de 2002, completando a circum-navegação na pasagem por Guadalupe, em 13 meses e 21 dias. Solitário.
Volta a partir a 25 de Agosto, com passagem prevista pelo Cabo Horn, que se apresentará como o maior risco e um enorme desafio à sua resistência e tenacidade. Esta II Volta ao Mundo, decorrerá por 23 meses, ou seja, 10 meses mais que a primeira, com percursos mais longos e rotas mais complexas.
Santa Catarina (Brasil), Ilha da Páscoa, Austrália, Timor Leste, Madagáscar, África do Sul e Sta Helena, serão alguns dos seus pontos de paragem. Regressará em 2009.