segunda-feira, 30 de julho de 2007

Fora de Circulação

Por favor, este texto é pessoal e intransmissível. Não o divulguem. a sua divulgação pode prejudicar os citados. Citem-nos mas não os divulguem.
FÉRIAS - Notícias, para que vos quero?
Pois, é isso mesmo. Notícias para que vos quero!

Parece que, chegado o mês de Julho (a partir de meados) e até finais de Agosto, tudo pára. No que ao trabalho diz respeito, claro, porque quanto a férias, é uma trabalheira tal que, quem as tá gozando deseja que se prolooooguemmmm!
Então vai daí, espreitando-se a vida de cada um através do potente telescópio de de luisette (não há que enganar, com dois tesinhos), eis o que se vê:

Comecemos precisamente por de luisette (com dois tês). Está de dieta, eu confirmo-o.
Tendo decorrido em S. Miguel o 7º Festival Gastronómico, que incluiu Trás-os-Montes (2), Leiria, Alentejo e Galiza, tudo à base de verduras de porco, tomates de vaca, pepinos de ovelha, coentros de pezinhos, chouriços multi-vegetais, alheiras de caça de ervas secas, de luisette (os tês, são dois) esteve lá todos os dias. Comeu de tudo, com molhos de soja e aloé (de oliveiras transmontanas, dos desertos da Serra da Estrela e dos prados da Bairrada). 100% ecológico. de luisette (com dois, dois tesinhos, não custa nada) está um palito!
Foi violento. São os sacrifícios da linha ou a linha dos sacrifícios, mas suponho (o suponho é modestosinho, eu sou assim...) que de luisette (os tês são dois), estaria disposto a continuar, como o comprovam as compras que fez de diversas verduras para congelar. Assim, sim.

punta fina, solidário, sempre solidário (modéstia à parte, sou mesmo assim...a sério!) acompanhou de luisete (está mal escrito, é com dois tês, percebem porque é que convém estar constantemente a lembrar que é com dois tês?), também emagreceu!
Está mais elegante!
Mas punta fina (infeliz o nome) é mais recatado, modesto e contido e isso nota-se por fora e punta fina sente por dentro. punta fina é assim. Tirou fotos a penicos em plena degustação de fezes (palavra derivada de fé, mas admite-se que existam outras derivações, somos abertos!). Tratava-se de um portista. No penico não restou nada.

Tivemos notícias de que DOC iria iniciar as lides bloguistas (e confirmámo-lo pelo "olho" do telescópio), dando o seu precioso contributo nas áreas do "tá bem está" do "depois logo se vê" e do "promessas levas as o vento", nas quais se especializou na Universidade de Fornos de Algodres, há cerca de 2 anos. A sua tese sobre "não vou sofrer este gajos", foi publicada pela Azáleas e Estrelícias, já com assinalável êxito de vendas. Don Fuas, DoN, Fado e Kiku....(esse) compraram vários exemplares para oferecer aos pescadores da Nazaré, aos jogadores de damas de Coimbra, aos fadistas de Salir do Porto e aos da Beira, que apanham cerejas na Cova.Até Fátima Felgueiras fez encomendas para oferecer aos capas pretas, aos togas e a certos tugas. Isaltino copiou-a e Valentim em vez de oferecer frigoríficos dá o livro. é um regalo olhar para estantes e ver dezenas de livros. Iguaizinhos uns aos outros. Fica mais bonito! Ou seja, Doc trabalha que se farta. Por isso está de férias.

Don Fuas, não escreve porque anda desgostoso. O Benfica não ganha uma, os Nazarenos estão na oitava divisão concelhia, o Sítio vai ser deslocado para Alvaláxia XXI para se confundir com os azulejos) e, afinal descobrui-se; a produção vitinícola da Região, não é dali. É das Berlengas. Vai passar a vinha protegida pela UNESCO e pela Confraria dos Frades da Penhalonga. Entretanto e para amenizar o ambiente, ofereceram-lhe, pelas mãos de Tiger Woods, várias bolas de golf de praia. Agora, é ver Don Fuas a lançá-las do Sítio para a Nazaré, ir buscá-las, voltar a lançar... como já a tinha fisgada, arrajou uma fisga e umas pedrinhas de lá, de lá mesmo, para dar com elas na tola do punta fina que não lhe larga a braguilha (salvo seja!).
- Oh punta fina, um dia destes, levas com um Cherne nas fuças que até ficas a ver gorazes!

DoN, comprou uma nova máquina fotográfica com pixels que nunca mais acabam e com automatismos que até chateia. Um destes dias num torneio de damas por ele organizado e do qual saiu vencedor (tem muitas taças e a mulher diz que ele gasta demais, "nessas coisas"), conseguiu fotografar-se várias vezes, travestido de outras figuras e parece muitos quando é só um. Se se olhar bem para os "fotografados", atentem no beicinho. Igual em todas. Isto porque vive com o complexo de que o "irmão" tem uma melhor que a dele. E não se liberta. A máquina tem defeito.

Kikuchiyo rapou-se todo. Ele que era um homem cheio de pelos, até na venta, depilou-se mas manteve-a. Depila parte.
Encontrou-se com um grupo nómada que pratica nudismo todo o ano e, no Verão, rapam-se para arejarem melhor as "partes". E Kikuchiyo rapou-se. O problema é que lá para as bandas de onde se encontra, há muitas melgas. Anda todo vermelho de tanto se coçar. Quando lhe perguntam porque está assim tão vermelho, responde que foi excesso de Sol. Mas a pele não lhe cai, caiu-lhe foi o pêlo. Vamos vê-lo quando regressar de férias.
Ah, já me esquecia. Anda enfeitado com cerejas que levou da Cova. Pedi-lhe para mandar uma foto 60X40 e ampliar as cerejas.

O Fado, bem o Fado é a nossa sina. Engasgou-se antes de começar a cantar e deu no que deu. O Fado, não há dúvida, é vadio. O Alfredo Marceneiro dizia que não havia nada como uma aguardente na noite para aquecer a garganta e fados dela brotarem. Brota Fado, brota! Não o conseguimos vislumbrar. Nem de férias.
Mas também já prometeu. O punta fina ainda leva com uma pauta na cara e um Dó Maior sem dó nem piedade, para ficar a saber quantas notas tem a bisca lambida.

Olhares através do telecópio....BOAS FÉRIAS!!!!
Notícias? Para quê?

domingo, 22 de julho de 2007

SAÚDE - Peixes Açorianos




O Peixe faz bem. A actualmente tão divulgada e salientada importância do ómega3 como elemento fundamental da alimentação e de preservação da saúde, reforça a necessidade e o hábito de se comer peixe. Não há iogurte, por mais rico que seja, cuja relação se aproxime sequer das percentagens de ómega3 que o peixe contém.
Não sendo essa a divulgação e abordagem que aqui se faz, trata-se de um detalhe que se considera dever manter no conhecimento de todos.
Passemos então ao assunto.
Nos Açores, saiu do prelo já há algum tempo, um interessante Guia do Consumidor dos Peixes Açorianos, edição do DOP - Departamento de Oceonagrafia e Pescas dos Açores, de autoria conjunta de Les Gallagher, Filipe Porteiro e Carla Dâmaso.
Bilingue, o guia salienta as espécies mais pescadas nos Açores, referencia as consideradas Friend of the Sea e Dolphin Safe e destaca detalhes relativos a diversos aspectos relacionados com cada uma das espécies; Habitat, artes de pesca aplicadas para as respectivas capturas, dados biológicos e estatuto de conservação.
Para informações sobre eventual aquisição acesse-se http://www.horta.uac.pt/ ou http://www.cepropesca.info/.
Em formato de tamanho comum, com 51 páginas apresenta excelente qualidade gráfica.








VERÃO - Gastronomia em S. Miguel


Decorre em Ponta Delgada até 29 de Julho, entre as praias das Milícias e do Popúlo, em tendas montadas junto ao mar, uma feira gastronómica onde se divulgam sabores de diferentes regiões.
Trás-os-Montes, Bairrada, Alentejo e Açores estão representadas, para além duma simpática presença da Galiza.
Sábado, foi dia de "gastronomizar" na Mealhada. Leitão "já se sabe" , regado com o espumante tinto Murganheira de 2002. Música ao vivo da cariz regional e dançarinos no restaurante galego deram animação aos "jantadores".
Os sabores foram rematados - ao som do manso marulhar das ondas - com café, pastéis de Tentúgal (de luisette, com dois tês teve a iniciativa) e caipirinhas, só para os mais descontraídos.

de luisette (aconselha-se, com dois tesinhos), DOC e
amigos, "atiram-se ao leitão (já se sabe!) regado
de Morganheira.





A Galiza veio de cores,
alegria e salero.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

DESCONTRAIR - Descobrir o Cavalo

Para o conseguir tem de se "trocar" os olhos





terça-feira, 17 de julho de 2007

TER A PRAIA NO SOFÁ OU VICE-VERSA ....

Ver a abstenção como puro sofá e praia é não querer ver outro fenómeno que lhe vem em anexo e que é uma nova via que necessariamente vem de muita gente que está farta dos partidos e naturalmente se abstém e vem da esquerda, que é o factor Alegre e agora Helena Roseta.
Monteiro dixit”…quem ganhou estas parcelares de Lisboa foi Helena Roseta…”
É aqui que me encontro meu caro Pu(n)ta Fina qualquer dia tiro-te o n de vez.
A abstenção foi alta mas seria muito maior se não houvesse o sms e isso não é responsabilidade nem consciência, mas sim medo do seu próprio partido.
A abstenção é o termómetro desta democracia e é preciso levá-la muito a sério e não reduzi-la a puro comodismo. Qual nosso umbigo.
O Problema não é de fora é de dentro(partidos), se o contexto social/politico não mobilizar as pessoas estas não votam, se mobilizarem votam.Em França país tradicionalmente com alta taxa de abstenção, as últimas eleições presidenciais tiveram uma das maiores votações de sempre.
Em relação aos Países Nórdicos a evidência é mais que evidente,salvo a redudância.
Há uns 20 anos fui à Noruega e ao passar numa quinta vi um individuo a fazer tamancos,entrei por curiosidade e o tamanqueiro era licenciado e falava muito bem inglês, tinha eu 20 anos vi o filme Helga que passava na Suécia nas escolas para educação sexual e cá foi visto como filme quase pornográfico, estamos a anos luz.
Estas coisas não acontecem por acaso,não é fado,(leia-se destino) nem por obra de N.S. de Fátima,(leia-se milagres).

Aquele abraço !!!

segunda-feira, 16 de julho de 2007

"É o país que temos!"

Não existe para mim frase mais enervante do que "É o país que temos!"... por qualquer coisinha que acontece há-de haver sempre um sacana dum Zé Povinho (ou de uma Maria Povinha) a choramingar um "É o país que temos!": se há incêndios "É o país que temos!" se uma fábrica fecha "É o país que temos!" se o petróleo aumenta "É o país que temos!" se um político é corrupto "É o país que temos!" se os exames de matemática correm mal "É o país que temos!" se dói a barriga "É o país que temos!" se chove muito "É o país que temos!" se não chove nada "É o país que temos!" ... AAAAARRRRGGGGHHHH!!!

Porque é que será que o desporto naconal do Tuga é falar mal do país? Será que não há ninguém que explique a esta cambada que o "país" não é uma entidade estranha e malévola mas sim que o país somos todos nós!?! Quando ouço uma pessoa falar mal de Portugal torcem-se-me as entranhas e apetece-me esbofeteá-la... O país que temos é o país que nós fazemos todos os dias, na maneira como nos sabemos (ou não) comportar e respeitar enquanto pessoas e cidadãos, na maneira como educamos (ou não) os nossos filhos e alunos, na maneira como lutamos (ou não) pelos nossos direitos, na maneira como cumprimos (ou não) as nossas obrigações - o país somos todos nós e só nós o podemos mudar: sim só nós, embora agora ande aí muito na moda defender o integracionismo com Espanha (pelos vistos é in ser-se Ibérico!) se o Zé e a Maria pensam que os espanhóis alguma vez aturariam a sua choraminguice desenganem-se pois não teriam sorte nenhuma - ou mudavam de atitude ou bem podiam ir chorar para outra freguesia...

Antes de andarem para aí de nariz empinado e ar de pseudo ofendido exclamando "É o país que temos!" "É o país que temos!" num misto de choro e pedinchice (sim pedinchice, pois normalmente quem mais se queixa é quem mais benefícios recebe e ainda tem a distinta lata de cuspir no prato em que come) se o Zé e a Maria se preocupassem em fazer um bocadinho mais por este cantinho talvez vivessemos todos num país melhor.

domingo, 15 de julho de 2007

Votar - Democratas de Praia & Sofá

Os que não votam são os esclarecidos...e os que votam?
Lisboa foi a votos e os resultados aí estão.
Para as eleições em Lisboa, houve cerca de 60% de abstenções. 60% que não votaram e, se calhar, muitos deles como um consciente cidadão - a banhos numa praia - que, ao ser instado a comentar as eleições e o facto de não ter votado, com ar de homem letrado e esclarecido, achou que não valia a pena perder tempo e o melhor era "aproveitar o bom dia de praia". Brilhante.
É deste tipo de pessoas que eu gosto, esclarecidas, clarividentes, e dispostas a defender a democracia.
Lá vou eu socorrer-me, mais uma vez, do meu tempo. No meu tempo, no meu tempo, bem no meu tempo, repito, era uma merda, uma grandessíssima merda. Quem defendia a democracia, não podia fazer campanha, ou melhor podia, mas era certo e sabido que ia parar ao xelindró, era preso, ou fugia.
Humberto Delgado candidatou-se a Presidente da República, os cidadãos que se batiam pela democracia lutaram e votaram pela sua eleição. A ditadura assassinou-o. A participação dos cidadãos e nos actos eleitorais autárquicos ou parlamentares, eram uma farsa, um verdadeiro logro. O povo português, de facto, não tinha direito a ter voto na matéria, a decidir sobre o seu país.
Quero eu dizer que o acto de votar implicava risco para a vida daqueles que queriam exercer conscientemente esse direito. O regime da ditadura, não queria que o povo votasse, havia quem o fizesse pelo povo. Tal e qual. Votavam mortos de há vários anos e votavam muitos que nunca tinham votado na vida. As descargas apareciam nos cadernos eleitorais. Milagre, alta tecnologia? Não. Trapaça pura e simples, coação, medo. As denúncias não chegavam ao conhecimento dos cidadãos, aliás, antes das eleições já se sabia quem iria ganhar. Porque haviam regras, se permitia campanha? Não. Precisamente por total ausência de regras e por intimidação aos cidadãos, por haverem "bufos", PIDE e intimidação.
No meu tempo? Desculpem-me o erro da expressão. O meu tempo é todo o tempo que a vida e a lucidez me dêem.
Vivo em democracia, tenho o direito de concordar ou discordar, de acordo com as minhas convicções, que não têm de ser as mesmas dos outros ou de outros.
Há cidadãos que se consideram conscientes, informados e esclarecidos colocando-se no alto do seu pedestal de convencidos, menorizando ou classificando de "carneirada" os que se dão ao "trabalho" de votar. E tecem loas, desenvolvem teorias. Arrogantes, numa pose, que vista através da fotografia, os fazem surgir aos olhos dos comuns, com fumo a sair dos seus notáveis crânios.
Pois, mas aconselhava-os a compararem o seu acto com o de muitos outros que não votam e as teorias que defendem; reflectirem sobre a igualdade do seu acto com a implacável e óbvia inconsciência de muitos outros que fazem o mesmo; a juntarem-se a muitos outros que fazem o mesmo e reunirem-se em congresso para aduzir da asneirada em que resultariam as respectivas conclusões.
Muitos dos eleitores que se abstêm, nivelam-se por baixo, com base no argumento, na eloquência de quem está por cima.
A democracia vive das diferenças, das discordâncias, do diálogo, do debate, da intervenção, da participação e da decisão.
O acto de votar é um inequívoco direito e de dever. Principalmente daqueles que advogam a consciência e o não alinhamento.
Criticar de sofá ou na praia, com a sobranceria que caracteriza aqueles se louvam por essa prática, não é contribuir para mexer com o país e com as estruturas que nos representam.
É comodismo,.Por muito que exercitem em elucobradas elocubrações.